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Sobre o Natal

As renas

As renas, cujo nome científico é Rangifer Tarandus, vivem no Pólo Norte, com temperaturas de até 50°C abaixo de zero, nas regiões da Groelândia, Lapônia e Sibéria, sendo um ótimo meio de transporte.

Desde o ano 499 sabe-se que já se fazia criação de renas e que foi muito importante para o desenvolvimento da região. São criadas soltas na imensidão gelada, no topo da terra.

No Brasil não há rena, nem mesmo em zoológico, uma vez que o clima quente não permite sua sobrevivência. É quase impossível encontrar carne de rena no nosso país para uso culinário. A carne, bem temperada e preparada, é macia e muito saborosa; porém, é a sua língua a parte mais disputada pelos chefes de cozinha.

O leite de rena é rico em proteínas e contém não mais de 20% de gordura, e é recomendável para pessoas com problemas alérgicos.

Curiosamente o pêlo da rena não molha mas muda de cor, sendo que no verão é marrom-escuro e no inverno, cinza, tendendo a branco.

A fêmea é menor que o macho, mas ambos têm as patas alargadas, uma espécie de pé chato para andar na neve sem afundar. Possui cerca de 2 metros de comprimento e 1,40 metro de altura, pesando em média 320 quilos.

O acasalamento ocorre no outono e o sinal de que o macho está pronto é que sua barba, uma espécie de crina sob o pescoço, fica mais densa e comprida.

As renas quando jovens têm um pouco de docilidade, porém quando adultas não hesitam em usar os chifres.

As renas do Papai Noel, do Pólo Ártico, desde o século XIX, têm nomes: Dasher, Dancer, Pranzer, Vixen, Comet, Cupid, Donner e Blitzen. A mais famosa das renas, surgiu em 1939, chamada Rudolf, e se tornou símbolo do movimento gay em Nova York.

(Texto extraído do livro "Natal, 2000 anos de tradição" de Benedito José Paccanaro).